Os links apareciam na descrição de muitas comunidades -- todas sobre o cadeado usado para trancar álbuns -- e foram substituídos pela mensagem [content suppressed]. Depois disso, muitos desses grupos foram apagados, desaparecendo do site de relacionamentos. No entanto, é possível encontrar pelo menos um deles na rede social do Google, ainda propagando o link fraudulento.
“Adotamos a prática do bloqueio de links para reduzir a quantidade de spam no Orkut, pois mais de 90% dessas mensagens fraudulentas levavam o internauta para outros sites. Trata-se de uma medida de segurança para reduzir os riscos do usuário”, explicou Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil.
Segundo o executivo, essa precaução é feita de forma automática. Quando o sistema identifica uma comunidade criada com o único objetivo de propagar links para levar o internauta fora do Orkut, ela é retirada do ar. A empresa de segurança Sophos afirma que, a cada dia, são identificados 23,3 mil sites relacionados a spam, sendo que essas páginas têm freqüentemente o objetivo de infectar o computador dos visitantes.
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O golpe que promete a “chave” para cadeados do Orkut tem como principal meta aumentar o número de usuários associados a diversas comunidades, que não necessariamente compactuam com essa estratégia. Uma delas chega a somar mais de 3,3 milhões de associados. Outra agradece aos “100 mil membros que atingimos em 06/05/2008”, como se todos os internautas tivessem se ligado voluntariamente a esse grupo.
Renato Garcia, um dos moderadores da “Te incomodo?? Que peeena!” (3,3 milhões de pessoas), afirmou que ele e seus parceiros não incentivam o uso de códigos maliciosos nem os disponibilizam na descrição da comunidade. “Quase todos os membros são reais e não há importância para nós aumentarmos esse número com membros que entram sem sua vontade”, continuou. Segundo Garcia, esse golpe pode ter o objetivo de desfavorecer e prejudicar a comunidade, passando a impressão que o dono ou seus moderadores são responsáveis pela divulgação de links fraudulentos.
Ao utilizar os links sugeridos para abrir os cadeados, alerta o especialista, também existe a possibilidade de os internautas instalarem em seus PCs códigos conhecidos como cavalos de Tróia. Eles podem repassar para os hackers informações armazenadas na máquina e, com isso, permitir transferências bancárias sem o conhecimento do titular da conta, por exemplo.
Para evitar essas ações, Capoano aconselha os usuários das redes sociais a tomarem os mesmos cuidados referentes às contas de e-mail: não clique em links desconhecidos e desconfie de mensagens com conteúdo inusitado, ameaçador ou muito vantajoso. Além disso, ele lembra da importância de manter o navegador atualizado, assim como os programas de segurança.
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