sábado, 26 de novembro de 2011

Usuário de buscadores e redes sociais pode estar preso numa bolha de informação

 

Personalização de serviços em buscadores e redes sociais é alvo de críticas por reduzir o universo da pesquisa

Quando em 1989, Tim Bernes Lee criou a world wide web, o propósito, mesmo que inconscientemente, era conectar indivíduos do mundo todo, proporcionar a circulação de ideias por diferentes lugares. Hoje, a web se tornou a rede de um: você. Se a internet possibilitou o acesso sem filtros a todo e qualquer conteúdo, a recente personalização dos serviços colocou robôs como porteiros de informações. Algoritmos decidem o que você vê ou não e máquinas não têm ética.

Certa vez perguntaram para o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, qual a lógica do feed de notícias da rede social e ele respondeu que “um esquilo morrendo no seu jardim pode ser mais importante para você que uma criança morrendo na África”. Ou seja, aquilo que é mais próximo vai te afetar mais.

Quem conta essa história é o pesquisador Eli Pariser, também presidente da organização política MoveOn. Pariser lançou, em maio desse ano, seu primeiro livro, The Filter Bubble: What The Internet is Hiding From You (O filtro bolha: o que a internet está escondendo de você). A obra trata sobre a perigosa cilada dos serviços sob medida para os gostos pessoais de cada internauta.

É como no filme Click, estrelado por Adam Sandler em 2006. O protagonista Michael Newman compra um controle remoto universal que lhe dá o poder de controlar a sua vida: avançar e voltar no tempo, modificar o som, parar situações.... Com o uso constante, o controle grava as preferências de Newman e age automaticamente. Mesmo que ele queira fazer diferente, o acessório não permite.

É assim que funciona a web. Notícias e resultados de pesquisa são apresentadas de acordo com algoritmos guardados a sete chaves que interpretam o que você busca a partir de seu hábito na rede. Dessa maneira, a pessoa não é exposta a informações que poderiam desafiar ou ampliar sua visão de mundo. “A internet nos mostra aquilo que ela pensa que queremos ver, mas não necessariamente o que precisamos ver”, explicou Eli Pariser em uma palestra no TED, evento de tecnologia, entretenimento e design, realizado em março na Califórnia (EUA).

O pesquisador esclarece que não existe mais um Google padrão. Cada pessoa, buscando as mesmas palavras, pode obter uma página diferente. Segundo ele, para apresentar os resultados, são analisados pelo menos 57 sinais, como por exemplo o navegador utilizado e a localização de quem pesquisa. Além disso, com o botão +1, lançado esse ano pela empresa, os links que seus amigos marcaram e compartilharam na rede social Google Plus ficam visíveis e mais bem posicionados no ranking.

Para Pariser, essa estrutura cria previsões generalizadas e não se separa a compulsão de informação do interesse público. O que é ruim também para a democracia, porque se formam pequenos universos ou bolhas de informação. O usuário estaria em contato sempre com as mesmas notícias que circulam entre seus amigos e nada “estranho” a esse grupo chegaria ao conhecimento de seus integrantes. “O que está no seu filtro bolha depende o que se é e o que faz. A questão é que você não decide o que entra. E, mais importante, na verdade, não se vê o que fica de fora”, ressalta Eli Pariser.

O objeto principal do estudo do pesquisador é o Google, mas ele mira também em outros produtos que trabalham com sistemas de relevância – a Amazon, a Netflix (serviço de aluguel de filme com entrega pelo correio ou via streaming), o Flipboard (aplicativo para iPad que gera uma revista digital das suas redes sociais) e o Yahoo News são exemplos. Segundo o autor, é necessário que outros aspectos (fatos relevantes, desconfortáveis) e outros pontos de vista sejam oferecidos ao internauta, para não haver um controle de informação e não se formar uma massa alienada.No site do The Filter bubble (www.thefilterbubble.com), além das discussões, são postadas diversas experiências para que os usuários comprovem a teoria proposta por Pariser.

Questionados sobre as críticas feitas no livro, tanto o Google quanto o Facebook afirmam agir dentro dos limites da ética e da privacidade. O fato é que, para muitos usuários, a personalização de conteúdos é um terreno completamente desconhecido, como comprovou o Informátic@ em uma enquete feita em locais de acesso digital público na capital mineira.

Fonte: Estado de Minas

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Quais as diferenças entre processadores Core i3, i5 e i7 Leia mais no Oficina da Net: Quais as diferenças entre processadores Core i3, i5 e i7

 

Entenda o que é Core i3, i5 e i7. Saiba quais são as diferenças e o que fazem cada um dos processadores. Desde o surgimento do primeiro processador criado pela Intel em 1971, a Intel 4004, já se passaram 40 anos e o que antes era um assombroso invento, tornou-se brinquedo que qualquer criança de países modernos pode criar.

 

Desde o surgimento do primeiro processador criado pela Intel em 1971, a Intel 4004, já se passaram 40 anos e o que antes era um assombroso invento, tornou-se brinquedo que qualquer criança de países modernos pode criar. O interessante é que até pouco tempo o símbolo da tecnologia avançada, para muitos, era o Core2Duo. Mas, os processadores Core i3, i5 e i7 são as apostas da Intel neste novo mercado que se amplia. Devido às grandes safras de hardware que surgem aceleradamente, os processadores devem acompanhar este avanço e acabam tornando-se mais confusos e difíceis de serem acompanhados. Para quem não é um técnico muito perito na área, nós explicaremos detalhes importantes sobre a capacidade e funcionalidades de cada um destes três.

Conhecendo o Core i3:

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Na aposta feita pela Intel nestes últimos lançamentos, ela frisou esses três modelos de processadores para atender diversas exigências do mercado de hardware, sobretudo, para uma massa de usuários, cada vez mais exigente. A linha Core i3, i5 e i7 são basicamente as substituições do Core2Duo. Mais precisamente o Core i3 oferece algumas vantagens e condições melhores para funcionamento do PC. Entre os componentes do i3 você encontrará um controlador de memória DDR, que possibilita a realização de 8 acessos por ciclo, diretamente do processador interno, o que já era encontrado no processador AMD que foi torturada com o antigo DDR2. No core i3 existem dois propensos canais de memória RAM, possibilitando utilização em pares.
É perceptível a explosão que tivemos nos processadores que utilizam esses núcleos para deixar o sistema mais eficaz, embora no caso da tecnologia Hyper-threading ou hiperprocessamento, tenhamos uma maior leitura do sistema quando trabalhamos com programas variados. Através do i3 o Windows consegue alcançar no sistema quatro núcleos, isso ocorre pela releitura que é feita no sistema, porém, não é basicamente necessário para o desenvolvimento do processador. O grande diferencial desta tecnologia é que possibilita trabalhar com vários programas ao mesmo tempo e com o mesmo desempenho. É importante frisarmos que a maioria dos programas e jogos roda no core i3. Para quem pretende adquirir o mais rápido possível o i3 será necessário notificar que às placas mães possuem o soquete de encaixe diferenciado, mas, é possível encontrar placas já adaptadas no mercado.

Conhecendo o i5:

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A diferença entre o i3 e o i5 é basicamente o perfil do usuário, haja à vista, que enquanto o i3 disponibiliza no mercado apenas dois processadores, o i5 conta com seis. O mais utilizado processador da i5 é o Intel Core i5 650, que, aliás, também se configura como o mais barato desta geração. O core i5 na verdade não chega a ser o mais veloz disponível, porém, é totalmente o que tem a capacidade de executar todo e qualquer programa e/ou jogo. Uma das grandes vantagens do core i5 é possuir o clock bem menor do processador possibilitando a redução do aquecimento e conseqüentemente diminuindo o gasto de energia.
A tecnologia Turbo Boost é outra vantagem do i5 que revolucionou o conceito de rapidez nos processadores, ele aumenta gradativamente, de acordo a necessidade. Possibilita trabalhar verificando todas às freqüências, temperatura e voltagem do processador. Nos novos processadores i5 é possível ter acesso a esta impressionante tecnologia inovadora. Devemos notificar também, que o core i5 como os demais da linha, integra uma PCI-Express 2 de até 16 linhas e com dois exclusivos canais controladores da memória.

Conhecendo o i7:

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Constituindo-se a menina dos olhos da Intel o Core i7 é uma autoridade na linha de processadores considerados completos e o desejo de consumo. Ela é equipada com quatro núcleos, com exceção do i7-980x que vai além e oferece seis núcleos, uma memória cachê l3 de 8 MB, isso indica uma verdadeira máquina de executar tudo. Sem mencionarmos que a Tecnologia Turba Boost é complementada pela Intel HD Boost e a Intel Hyper Threading.
Ter um processador da linha i7 é ter uma máquina para rodar tudo, mas, vale à pena questionar o fator custo/benefício. Os valores variam de R$ 780,00 a quase R$ 2.000.00 após dois anos de lançamento. A perspectiva é que venham a cair de preço em 2012, até porque a promessa revolucionária é de uma geração de processadores AMR com uma gama de modificações extraordinárias e que agradou a Microsoft e por conta disso virá pronta para rodar até “disco de voador” se for o caso.

Conclusão:

Assim percebemos que na linha dos processadores da Intel o i3, i5 e i7 não grandes benefícios, mas, são muito completos. Os preços é que às vezes acabam por prejudicar a aquisição, se bem que nessa altura do campeonato, eles já estão bem mais em conta. Cabe mediar à necessidade e avaliar detalhes como a pouca diferença entre o core i3 e o i5 que tem somente o preço como fator que difere um do outro. O aconselhável é esperar que no próximo ano com a chegada do AMR a linha com os famosos i3, i5 e i7 possam estar disponíveis por preços mais acessíveis e que venha a valer à pena.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Como a tecnologia melhora a vida do empreendedor?

 

Encarar os problemas de uma economia global cada vez mais complexa e os consequentes desdobramentos na economia nacional tem-se mostrado um dos grandes desafios das empresas, que precisam, cada vez mais, aprender a combinar estratégias tradicionalmente consagradas para o sucesso nos negócios com um novo modelo baseado em tecnologia.

A internet tem revolucionado a vida das pessoas de inúmeras formas. Notícias, entretenimento, redes sociais… O tamanho da conectividade proporcionada não pode ser dimensionado. Mas, para o mundo dos negócios, as vantagens da tecnologia digital também representam uma grande mudança.

As novas organizações dependem da tecnologia para realinhar os investimentos, baixar gastos, reduzir custos e, principalmente, estabelecer uma nova forma de comunicação com parceiros, fornecedores e clientes.

Outro grande ganho do empreendedor é a possibilidade de resolver um problema que parecia insolúvel até a ascensão da web: a questão do espaço. Se para cada negócio eram geradas inúmeras cópias em papel de todos os documentos necessários, também se fazia necessário dispor de espaço para armazenamento de todo esse inventário. Além do espaço em si, que podia ser comprado ou alugado, também havia a questão de segurança – já que os documentos não podiam correr o risco de serem roubados, perdidos nas enchentes, nem tampouco desaparecer em meio a incêndios.

Os computadores operam um grande ‘milagre’ nesse sentido, já que um número indefinido de documentos podem ser armazenados eletronicamente hoje em dia – seja internamente, seja por meio da contratação de um data center terceirizado.

Ou seja, a qualquer tempo e hora é possível ter acesso a informações decisivas para o fechamento de um acordo comercial ou mesmo levantar o histórico de um cliente que vem dando problemas. A terceirização do data center, no médio prazo, inclusive poderá representar um corte entre 20% e 70% nos custos fixos, permitindo melhor utilização de espaços físicos e maior foco nos negócios da empresa. As tecnologias disponíveis, mais uma vez, fazem toda a diferença.

Fonte: Evandro Armelin é administrador de empresas e gerente de BI/EPM da UNIONE CONSULTING.