sexta-feira, 8 de junho de 2012

PMEs adotam serviços de nuvem para proteger dados em casos de incidentes

 

Com orçamento apertado e sem departamento de TI, pequenas e médias empresas (PMEs) estão recorrendo mais o modelo de cloud computing para melhorar a gestão de seus processos e e também recuperar informações em caso de incidente. Uma pequisa sobre "Preparo para Casos de Desastres nas PMEs", realizada pela Symantec com 2.053 organizações em 30 países, revelou 34% adotam nuvens públicas.

A pesquisa engloba 250 empresas da América Latina localizadas na Argentina, Brasil Colômbia e México. Participaram da enquete 75 PMEs brasileiras. Entre essas, 59% contratam serviços de nuvem.

O estudo mostrou também que as PMEs estão interessadas em outras tecnologias de ponta como virtualização e mobilidade para melhorar o seu preparo para situações de desastres.

Entre as PMEs entrevistas, um terço delas (36%) já está explorando dispositivos móveis para uso profissional e 34% estão implementando ou já se beneficiando da virtualização de servidores. No Brasil, 47% estão discutindo adoção dessa tecnologia.

O estudo apontou que 42% das empresas da América Latina e 56% das brasileiras informaram que o plano contra desastres influenciou na decisão de adquirir essas tecnologias.

A pesquisa dá algumas dicas para melhor preparo das PMEs em planos de desastres. Veja a seguir:

1- Começe a planejar agora. Desenvolva um plano de preparo para casos de desastres hoje. Avalie como tecnologias estratégicas, tais como mobilidade, virtualização e computação em nuvem, podem ajudar nesses esforços.

2-Implemente tecnologias estratégicas. Adote uma nuvem integrada para armazenamento remoto e conversão virtual automatizada de modo que tenha máquinas em espera e listas para serem utilizadas em caso de falhas.

3- Proteja totalmente suas informações. Use soluções abrangentes de segurança e backup adequadas. Também é possível optar pelo backup na nuvem.

4- Revise e teste seu preparo para casos de desastres. Isso deve ser realizado pelo menos uma vez a cada três meses para garantir que as atuais demandas de segurança e backup estão sendo atendidas.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

10 novidades do Windows 8

 

Mais que um simples upgrade, o Windows 8 muda a maneira de interagir com o computador. Veja as principais novidades

São Paulo — A Microsoft liberou, nesta semana, a última versão preliminar do Windows 8 antes do lançamento final, previsto para outubro. O novo sistema operacional traz a reforma mais radical na maneira de interagir com os PCs desde a chegada do Windows 95, 17 anos atrás.

O novo sistema usa uma interface gráfica inteiramente nova, que privilegia as telas sensíveis ao toque. Ao criá-lo, a Microsoft se arrisca deixando de lado coisas que são familiares aos usuários, como o menu Iniciar, e substituindo-as por padrões novos e de sucesso ainda incerto. Mas talvez ela não tenha escolha, já que os tablets começam a roubar espaço dos PCs. E o Windows 7 já é visto como antiquado por muita gente.

Além disso, a Microsoft está praticamente ausente do mercado de tablets, no qual ela foi pioneira uma década atrás. Para tentar conquistar um espaço nesse mercado dominado pelo iPad, o novo Windows também tem uma edição específica para tablets, o Windows RT. Veja dez das novidades mais importantes do novo sistema operacional.

1 Edições distintas

O Windows 8 será específico para PCs de mesa e portáteis. São computadores que usam os processadores conhecidos como x86/x64, produzidos pela Intel e pela AMD. Outra edição do sistema, chamada Windows RT, vai rodar em tablets com processador do tipo ARM. São chips fabricados por empresas como Qualcomm, Samsung e Texas Instruments e usados em tablets e smartphones. Aplicativos criados para o Windows 7 devem rodar no Windows 8, mas não no Windows RT. 

2 Adeus, menu Iniciar

Na nova interface gráfica Metro, do Windows 8, o menu Iniciar, que está no Windows desde 1995, deixa de existir. No lugar dele, quando o usuário clica no canto inferior direito da tela, surge uma página inicial quadriculada com os aplicativos dispostos em retângulos. Seu aspecto é similar ao do Windows Phone.

3 Os retângulos são vivos

Os retângulos que representam os apps na tela do Wndows 8 não são ícones passivos. Eles também podem exibir informações. Um app de e-mail pode mostrar quantas mensagens não lidas existem na caixa postal, por exemplo.

4 Loja de apps

Seguindo o exemplo da Apple e de outras empresas, a Microsoft só vai permitir a instalação de apps na nova interface Metro por meio da sua loja online. Esses apps rodam na tela inteira do computador, como os dos tablets e smartphones. Mas há também um modo (chamado, em inglês, de “snap”) em que a tela é dividida verticalmente, exibindo dois apps lado a lado.

5 Múltiplos toques no touch pad

Laptops com Windows 8 terão um touch pad capaz de reconhecer múltiplos toques simultâneos. Esse dispositivo será usado para controlar o zoom e para abrir e fechar o menu lateral do Windows 8, entre outras coisas. Alguns fabricantes, como a Asus, adicionaram esse recurso a seus laptops com Windows 7. Mas agora ele passará a fazer parte do sistema.

6 Uma conta para todos

O usuário poderá usar uma conta criada no site da Microsoft para se autenticar no Windows ou vice-versa. O mesmo nome de usuário e a mesma senha poderão ser empregados em vários dispositivos com Windows 8, Windows RT e Windows Phone, e também nos serviços online da empresa, como o SkyDrive. Isso deve facilitar a sincronização de dados entre os dispositivos e os serviços online.

7 Identificação por gestos

O Windows 8 traz duas novas maneiras de o usuário se identificar no sistema. A primeira é a senha fotográfica. Quando ela é usada, o sistema exibe uma foto e a pessoa realiza gestos deslizando o dedo sobre a imagem (num tablet) ou deslocando o cursor do mouse (num PC). O outro método é digitar uma senha numérica de quatro dígitos (PIN) como se faz em muitos smartphones.

8 Volta ao passado

Opcionalmente, será possível trazer de volta a interface tradicional do Windows. Isso será necessário para rodar aplicativos que não são compatíveis com a nova interface Metro.

9 Plug-ins são banidos do IE

O Windows 8 vem com o Internet Explorer 10 em duas versões distintas: uma para a nova interface gráfica Metro e outra para a tradicional. A versão Metro não vai aceitar extensões, que continuarão sendo bem vindas na versão tradicional.

10 Upgrade por 29 reais

A data de lançamento do Windows 8 não foi divulgada, mas espera-se que os PCs com o novo sistema comecem a chegar às lojas em outubro. Quem comprar um computador com Windows 7 nos próximos meses vai poder, depois do lançamento, atualizá-lo com o Windows 8 pagando 29 reais.

Fonte: Exame Info

domingo, 3 de junho de 2012

Internet avança, mas ainda atinge minoria

 

AFP - Agence France-Presse

Brasília – Seja para comprar, se comunicar e se informar, ou mesmo para lazer, é difícil imaginar o mundo hoje sem a rede mundial de computadores. Contudo, o acesso à internet ainda não está disponível para grande parte dos brasileiros. A “Pesquisa sobre o uso das tecnologias da informação e da comunicação no Brasil” (TIC – Domicílios), divulgada ontem pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), mostra que, embora o acesso ao mundo digital venha se democratizando no país, a maioria das casas continua desconectada.
De forma geral, os dados apresentam melhora significativa. O índice de domicílios com computador passou de 35% para 45% entre 2010 e 2011, enquanto as casas com internet passaram de 27% para 38%. No entanto, o crescimento ainda é desigual: brasileiros do Norte e do Nordeste e moradores da zona rural ainda estão na lanterna da inclusão digital. Culpa da falta de infraestrutura e dos altos preços, que tornam a conexão lenta e cara.


Assim, o levantamento aponta que o acesso à tecnologia, em especial à web, reflete as desigualdades e os problemas sociais do Brasil. “Na classe A, vivemos uma realidade em que a internet é praticamente universalizada. Enquanto isso, nas classes D e E, é quase inexistente”, aponta Marcelo Barbosa, gerente de pesquisas do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), entidade responsável pela pesquisa divulgada pelo CGI.br. Enquanto no grupo mais rico o acesso está presente em 96% dos domicílios, entre os mais pobres esse percentual despenca para 5%. A velocidade da conexão de ricos e pobres também é profundamente desigual: 25% dos usuários da classe A mantêm uma conexão de mais de 8Mbps, velocidade disponível para apenas 3% dos cidadãos das classes D e E.


O estudo revela ainda que, aos poucos, os tradicionais computadores de mesa estão sendo deixados de lado, dando lugar às máquinas portáteis. Enquanto 5% dos lares ganharam desktops em 2011, em 10% a escolha foi pelos notebooks. “Outro crescimento marcante foi o das conexões 3G, que nos últimos três anos têm se mostrado ferramenta importante para levar a internet a mais pessoas”, comenta Barbosa. Mais prático e simples, o modelo no qual um modem móvel é ligado ao computador ultrapassou, pela primeira vez, as conexões discadas, mais simples, com tráfego lento. O 3G pulou de 10% em 2010 para 18% no último ano, ao passo que as conexões discadas caíram de 13% para os 10% de 2011. “Embora lento, há também aumento das conexões mais rápidas, que usam mais de 5Mbps”, completa.

Problema social

O pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) Marcello Barra explica que as distorções do mundo off-line são as mesmas do ambiente virtual. “O grande problema da internet no Brasil é o preço. Os computadores custam muito e a conexão está entre as mais caras do mundo. É considerada classe média uma família cuja renda per capta varia de R$ 291 a R$ 1.019, o que torna inviável para grande parte das pessoas (adquirir um computador com acesso à rede)”, afirma o especialista em sociologia da internet.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Continuar com XP é má ideia para empresas, diz IDC

 

Qual é o melhor sistema operacional para os negócios? Se você perguntasse à Microsoft, provavelmente esperaria que eles pregassem as virtudes do Windows 8, que chega no fim do ano para PCs e tablets.

Mas para as empresas que ainda rodam o antiquado Windows XP, o Windows 7 é a atualização lógica, pelo menos de acordo com comunicado institucional escrito pela empresa de análise IDC e patrocinado pela Microsoft.

O documento, chamado “Atenuando riscos: por que continuar com o Windows XP é uma má idéia”, é o mais recente passo da cruzada contínua da Microsoft em enfiar uma estaca no coração eternamente batendo do XP.

Então, o que o relato diz? Basicamente o que você esperaria. "A IDC constatou que a base de TI e os custos para o usuário final que continuam usando o Windows XP estão agora cerca de cinco vezes maior do que o custo para a execução do Windows 7", escreveu Erwin Visser em 24 de maio em um post no blog do Windows.

Sim, mas como o Windows 8, que é radicalmente redesenhado para a interface Metro, se ajusta ao ciclo de atualização dos negócios?

Visser escreve que "migrar agora para o Windows 7 irá fazer com que as empresas abracem bem o Windows 8 no futuro, já que o IDC descobriu que tudo indica neste momento que a migração do Windows 7 para o 8 será transparente para os aplicativos e não impactante para o hardware existente”.

Outro possível cenário: As empresas ignorarem completamente o Windows 8 e esperarem o Windows 9 por alguns anos, principalmente se os benefícios da mudança do 7 para o 8 não valerem a pena pela despesa e pelo trabalho de atualização.

O Windows XP está lentamente sendo substituído pelo Windows 7, mas não rapidamente como a Microsoft gostaria. De acordo com a empresa de análise Net Applications, o Windows XP possuía percentual de uso de 46% de todos os sistemas operacionais rodando em desktops em abril deste ano, enquanto o Windows 7 possuía pouco menos de 39%.

A Microsoft irá acabar com seu apoio ao XP em abril de 2014, prazo em que a empresa espera fazer com que os consumidores finalmente larguem o antigo sistema operacional. Por enquanto, o Windows 7 é a melhor escolha, e pode muito bem continuar sendo mesmo depois do lançamento do Windows 8.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

PUC do Rio lança ferramenta livre para conteúdos de TV digital

 

A NCL Composer pode ser baixada gratuitamente e permite desenvolver aplicações para emissoras de TV sem exigir conhecimento especializado em computação.

O Laboratório TeleMídia do Departamento de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro publicou este mês uma nova ferramenta para facilitar a criação de conteúdos interativos para a TV digital. A ferramenta de autoria NCL Composer, que pode ser baixada gratuitamente (http://www.ncl.org.br/pt-br/autoria ), permite desenvolver aplicações para emissoras de TV sem exigir conhecimento especializado em computação.

A linguagem NCL é o padrão ABNT e ITU-T para a criação de conteúdos declarativos interativos para o Ginga, nome do middleware aberto do Sistema Nipo-Brasileiro de TV Digital (ISDB-TB). Além de ter seu interpretador em código aberto, o uso de NCL não implica o pagamento de qualquer royalty, seja pelos produtores de aplicações (desenvolvedores), pelas emissoras de TV, ou pelos desenvolvedores de máquinas de interpretação da linguagem.

Embora a linguagem NCL já esteja disponível como padrão desde 2007, agora os desenvolvedores podem contar com uma ferramenta que facilita a criação dos conteúdos interativos – que podem ser diretamente relacionados ao programa em exibição, como uma novela ou uma partida de futebol, ou podem ser independentes dos programas, como um portal de notícias ou uma plataforma de serviços interativos através do televisor.

'A partir da disponibilização dessa ferramenta facilitadora, espera-se um aumento significativo na quantidade de aplicações criadas pelos produtores de aplicações DTV e uma maior complexidade dessas aplicações', afirma Luiz Fernando Gomes Soares, coordenador do Laboratório TeleMídia do Departamento de Informática da PUC-Rio e membro do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (Fórum SBTVD).

Ainda este mês, foi lançada a segunda edição do livro “Programando em NCL”, que agora pode ser obtida gratuitamente na forma eletrônica (www.ncl.org.br/pt-br/livrosecapitulosdelivros). Além disso, acaba de ser lançado o “Online NCL Handbook”, um Guia de referência Rápida que pode ser consultado a partir do site oficial da linguagem NCL (www.ncl.org.br/pt-br/handbooks). (Do Forum SBTD)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Antena Wi-Fi em spray pode ser usada em qualquer superfície

A dificuldade de encontrar um sinal Wi-Fi, ou uma fonte de recepção/transmissão de sinais para dispositivos sem fio pode estar chegando ao fim, com a solução da empresa Chamatech: um spray que pode pintar antenas de transmissão de dados em qualquer tipo de superfície ou objeto.

Spray-on-AntennaAntena spray Wi-Fi pode ser usada em qualquer superfície (Foto: Divulgação)

O conceito foi apresentado durante o evento “Solve for X”, um fórum patrocinado pelo Google, que tem como objetivo encorajar e ampliar iniciativas que visam encontrar soluções para grandes problemas do planeta. O fator “X” proposto no evento é resultado da somatória de um grande problema, uma solução radical e uma tecnologia inovadora.

A ideia do spray da Chamatech é simples, inovadora, e bem funcional. Através de um spray que libera um material especial, toda e qualquer superfície pode se transformar em uma “antena Wi-Fi virtual”, que é capaz de transmitir e receber sinais de de dados, além de melhorar a recepção de outros dispositivos presentes no ambiente.

Na prática, com o spray, qualquer parede, mesa, cadeira ou objeto pode se transformar em uma antena Wi-Fi. Além de ampliar a capacidade de transmissão do sinal sem fio em uma residência, é uma forma barata de oferecer essa conectividade para locais de baixa renda. Com um produto que custa bem menos do que um roteador sem fio, residências e estabelecimentos comerciais e de ensino podem, por exemplo, reforçar a potência do sinal WiMax de uma cidade, ou até mesmo do roteador doméstico.

Outra vantagem prometida pelo kit desenvolvido pela Chamatech é que o usuário poderá utilizar a antena em spray para ampliar a capacidade de recepção de sinais sem fio de smartphones, tablets e computadores. E a melhor parte: tudo isso, com um menor consumo de bateria desses equipamentos, e com um alcance maior do sinal.

Para se ter uma ideia da eficiência do projeto, eles transformaram uma árvore comum em uma antena, que é capaz de transmitir o sinal VHF a uma distância superior a 22 km. Ou seja, o dobro do que uma antena comum é capaz de transmitir. Sobretudo, quando utilizado em smartphones, o spray é capaz de aumentar o nível de sinal em, pelo menos, 10%.

Governos de diversos países já demonstraram interesse na antena em spray, para utilização em seus departamentos de defesa. Abaixo, vídeo que explica o projeto.

Fonte: TecTudo