
Nem o Brasil, nem qualquer outro país da América Latina têm infra-estrutura para sediar uma fábrica de chips hoje. A afirmação é do CEO da AMD, Hector Ruiz, que veio ao País para participar de um encontro sobre o mercado de semicondutores, em Brasília.
Segundo Ruiz, a instalação de uma fábrica de semicondutores exigiria investimentos da ordem de 4 bilhões de dólares e não levaria menos de quatro anos.
A afirmação contraria os planos do Brasil, que determinou como meta na sua recém-anunciada Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) a instalação de duas fábricas locais de circuitos integrados, em curto prazo.
Ruiz diz que a instalação deste tipo de indústria é uma medida de longo prazo, que requer incentivos dos governos locais. Ele disse ainda que a fábrica da Intel instalada na Costa Rica não passa de uma unidade de testes de montagem, que poderia ser instalada em qualquer lugar do mundo.
Mesmo sem acreditar que o País tenha condições imediatas para iniciar a produção local de chips, o CEO aposta em um aumento de cinco vezes na demanda por este tipo de componente no mercado brasileiro até 2020.
Durante sua visita ao Brasil, o executivo disse ainda que a companhia deve voltar a ter lucro no segundo semestre deste ano, com o início da venda em volume dos chips Barcelona - Opterons de quatro núcleos, cujas vendas estão atrasadas - e com o lançamento da plataforma Phenom.
Ele enfatizou que o único trimestre no qual a empresa não atingiu as expectativas de Wall Street foi o primeiro deste ano e que o prejuízo registrado nos trimestres anteriores estava dentro do previsto.
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